Ser aparecendo
Caminho,
percebo e paro
eu pareço um
caminhante
bebo,
percebo e reparo
eu pareço,
então, um bêbado
em um
momento, fica claro:
interrompi o
ser parecendo
não reparei
a angústia sendo
mas
percebendo o que pareço
e pareço
sempre em parte
por fim, só
sei que apareço
aí reparo na
aparência
e isso
apenas me reparte
tento ser o
que pareço
daí aparo
esse meu ser
por estar
parado, adoeço
parece que
irei perecer
quando arde
estar parado
caminho e
sinto o ar
apareço
então me sendo
e vou me
sendo sem parar
(José
Francisco Cangussu nasceu em Porto Alegre, no dia 28 de fevereiro de 2003. É
formado em Ciências Sociais pela UFRGS. Seus poetas preferidos são Fernando
Pessoa, Pablo Neruda, Reiner Maria Rilke e Cecília Meirelles).
Gostei do poema Francisco, parabéns!
ResponderExcluirLindo poema, Chico ❤️
ResponderExcluirAcabei de ler o Chico!! Lindo poema, ritmado e verdadeiro! Aguardo os próximos, meu amigo!
ResponderExcluirParabéns pequeno grande Chico !
ResponderExcluirbravo!!! 👏👏
ResponderExcluirFui professor de Criative Writing por muitos anos. Uma pena que o Chico chegou depois. Ele tem o "senso" da linguagem poética, o ritmo, a música dos fonemas em dança perpétua. Vida longa à obra de José Francisco Cangussu, um nome que em si mesmo já é poético.
ResponderExcluirMuito lindo, Chico querido!
ResponderExcluirA luta renhida que brota das entranhas mais profundas entre o ser e o parecer tornada consciência, verdadeiro despertar filosófico sem superficialidade, sem rococós, sem faz-de-conta... parabéns Chico por este lindo e intenso despertar interior...
ResponderExcluiradorei!
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